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| A cultura do “perfeito” e a pessoa com deficiência |
| Geral |
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artigo de Sarah Kadira para o CIPA
"Antes porém: mitos, equívocos e fantasmas. (...) E foi-se um homem da casa de Levi e tomou por mulher uma filha de Levi. E a mulher concebeu, dando à luz um filho; e, quando viu que era uma criança perfeita, escondeu-o durante três meses. (...) "Êxodo", 2,1-10.
A citação acima reporta-se a uma narração, no âmbito das religiões. Mas foram só as religiões que povoaram e têm povoado as mentalidades do ser humano? E, sendo assim, não é do indivíduo que brota a criação religiosa? Quem não se lembra do conceito de Ideia, em Platão, 4 séculos A.C.? Ideia, logo Essência, Bem, Modelo, que por sê-lo, era " perfeito". Que entendia Platão por "perfeito"? Quem o influenciou na criação deste e de outros conceitos tão inflexíveis, que só Jung, após Freud, conseguiria subverter, já nos finais do século XIX? Que fez Homero na sua "Odisseia" e na sua "Ilíada", senão exaltar a beleza das ninfas e das deusas que povoavam o seu imaginário? E, que conceito de beleza era o de Homero?"
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