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| Educação para a Cidadania e Contra a Discriminação Com Base na Orientação Sexual |
| Geral |
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Nos dias 21 e 22 de Julho de 2010 a equipa do CIPA recebeu a formação «Orgulho e Preconceito - Educação para a Cidadania e Contra a Discriminação com Base na Orientação Sexual» realizada pela Associação ILGA.
O CIPA criou a partir dos conhecimentos adquiridos na formação e de pesquisas efectuadas, uma acção de sensibilização, para ser realizada nas escolas secundárias, e cujos objectivos gerais são sensibilizar e informar a população jovem sobre as questões da orientação sexual, nomeadamente, clarificar conceitos de discriminação, orientação sexual, preconceito, homofobia; desconstruir mitos e esclarecer dúvidas sobre a homossexualidade; incentivar a alteração de atitudes e de práticas, directa ou indirectamente discriminatórias; apresentar propostas de boas práticas e mecanismos de prevenção e combate a todas as formas de discriminação cometidas em função da orientação sexual; fomentar o exercício da cidadania e a defesa dos Direitos Humanos.
A orientação sexual é apontada pelos portugueses como a principal causa de discriminação em Portugal, enquanto na média dos 27 países da União Europeia aparece em 4.º lugar. Os dados são do Euro barómetro sobre discriminação na UE. Um inquérito divulgado pela Comissão Europeia revela que a maioria dos portugueses (58%) considera que a orientação sexual é o principal motivo de discriminação em Portugal, à frente das origens étnicas e da deficiência física (ambas com 57%) e da idade (53%). A percentagem de portugueses que aponta a orientação sexual como o principal factor de discriminação é 9% superior à média dos 27 países da União Europeia (UE), onde esse tipo de discriminação aparece apenas em quarto lugar (47%), atrás das origens étnicas (61%), da idade (58%) e da deficiência física (53%). A avaliar pelos resultados, os países mediterrânicos são aqueles onde a discriminação pela orientação sexual é mais forte: à frente de Portugal estão apenas Chipre, Grécia, Itália e França. Em contrapartida, os países que mais recentemente aderiram à UE parecem ser os mais tolerantes: Bulgária, República Checa, Eslováquia e Estónia são os países onde as percentagens são mais baixas. De acordo com as conclusões do Euro barómetro, ter um círculo de amigos diversificado, contacto com minorias e uma educação superior são razões que levam os cidadãos a estarem mais alerta e a não terem comportamentos discriminatórios. No caso de Portugal, a percentagem de pessoas que admite conhecer ou relacionar-se com homossexuais é bastante inferior à média europeia: 21 contra 38%. Em contrapartida, a percentagem de portugueses que se relaciona com pessoas de outras crenças ou religiões, que tem amigos de outras origens ou com algum tipo de incapacidade está dentro da média europeia. |
O CIPA criou a partir dos conhecimentos adquiridos na formação e de pesquisas efectuadas, uma acção de sensibilização, para ser realizada nas escolas secundárias, e cujos objectivos gerais são sensibilizar e informar a população jovem sobre as questões da orientação sexual, nomeadamente, clarificar conceitos de discriminação, orientação sexual, preconceito, homofobia; desconstruir mitos e esclarecer dúvidas sobre a homossexualidade; incentivar a alteração de atitudes e de práticas, directa ou indirectamente discriminatórias; apresentar propostas de boas práticas e mecanismos de prevenção e combate a todas as formas de discriminação cometidas em função da orientação sexual; fomentar o exercício da cidadania e a defesa dos Direitos Humanos.