Escrito por Rosa Poucochinho    Quinta, 14 Outubro 2010 00:00   
14ª Tarde de Igualdade
Acções CIPA

O CIPA tem vindo a desenvolver um plano de actividades nas várias áreas das igualdades de oportunidades e discriminações múltiplas. As Tardes de Igualdade têm sido uma ferramenta importante, que permite chegar a um leque diferenciado da população, fomentando a informação e o debate, tendo como objectivo a mudança de atitudes numa sociedade mais inclusiva.

No dia 12 de Outubro teve lugar mais uma tarde de igualdade onde foi debatido o tema: -Violência Contra o/aIdoso/a apresentado pela Dra. Helena Costa - Gestora da APAV Açores.

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A colaboradora e investigadora, Doutora Ângela Almeida elaborou uma exposição temática sobre a problemática do idoso na sociedade actual, da qual seleccionamos o artigo, Direitos dos Idosos - Princípios das Nações Unidas para o Idoso.

PRINCÍPIOS DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O IDOSO

Resolução 46/91 Aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas 16/12/1991

INDEPENDÊNCIA

Ter acesso à alimentação, água, moradia, a vestuário, à saúde, ter apoio familiar e comunitário.

Ter oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de renda.

Poder determinar em que momento deverá afastar-se do mercado de trabalho.

Ter acesso à educação permanente e a programas de qualificação e requalificação profissional.

Poder viver em ambientes seguros adaptáveis à sua preferência pessoal, que sejam passíveis de mudanças.

Poder viver em sua casa pelo tempo que for viável.

PARTICIPAÇÃO

Permanecer integrado à sociedade, participar activamente na formulação e implementação de políticas que afectam directamente seu bem-estar e transmitir aos mais jovens conhecimentos e habilidades.

Aproveitar as oportunidades para prestar serviços à comunidade, trabalhando como voluntário, de acordo com seus interesses e capacidades.

Poder formar movimentos ou associações de idosos.

ASSISTÊNCIA

Beneficiar-se da assistência e protecção da família e da comunidade, de acordo com os valores culturais da sociedade.

Ter acesso à assistência da saúde para manter ou adquirir o bem-estar físico, mental e emocional, prevenindo-se da incidência de doenças.

Ter acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe proporcionem protecção, reabilitação, estimulação mental e desenvolvimento social, em um ambiente humano e seguro.

Ter acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis de autonomia, protecção e assistência

Desfrutar os direitos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-se sua dignidade, crença e intimidade. Deve desfrutar ainda o direito de tomar decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade de sua vida.

AUTO-REALIZAÇÃO

Aproveitar as oportunidades para total desenvolvimento de suas potencialidades.

Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade.

DIGNIDADE

Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objecto de exploração e maus-tratos físicos e/ou mentais.

Ser tratado com justiça, independente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições económicas ou outros factores.